Dentre as diversas permissões legais para faltar ao trabalho com percepção de remuneração (interrupção do contrato de trabalho), a que suscita mais dúvida é a licença em decorrência do casamento, também conhecida como licença-gala.

O art. 473, II, da CLT concede três dias consecutivos de folga para o empregado que contrai matrimônio.

Como a lei fala expressamente em dias consecutivos, isso significa que são computados o domingo e os eventuais feriados, ainda que o empregado não trabalhe em tais dias.

Sendo assim, se o casamento ocorre em uma sexta-feira, à licença envolverá o sábado, o domingo e a segunda-feira, com retorno ao trabalho na terça feira (o método de contagem é o mesmo para os demais prazos legais, ou seja, exclui o dia do começo e inclui o dia final).

Nesse caso hipotético, um empregado que desenvolva suas atividades de segunda a sexta-feira, só teria, efetivamente, como benefício a folga da segunda-feira.

Diante dessa constatação, o melhor dia para quem deseja se casar e usufruir a licença-gala de forma efetiva seria em uma terça-feira, para quem não trabalha aos sábados, ou em uma quarta-feira, pra quem trabalha nesses dias.

Porém, se o empregado exerce a função de professor, ele terá nove dias consecutivos de licença-gala, conforme estabelece o § 3º, art. 320 da CLT: “Não serão descontadas, no decurso de 9 (nove) dias, as faltas verificadas por motivo de gala ou de luto em consequência de falecimento do cônjuge, do pai ou mãe, ou de filho”.

Registre-se, por fim, que a licença para casamento, no caso de servidores públicos estatutários, vária de acordo com cada Ente da federação.

No caso do servidor público federal ou do Estado da Bahia, são oito dias consecutivos de folga remunerada.